Fonte: follha.com
GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO, 26/11/2010 - 09h06, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/836526-sonda-espacial-confirma-ar-com-oxigenio-em-lua-de-saturno.shtml
A Terra ganhou uma companheira na galeria dos corpos celestes com forte presença de oxigênio na atmosfera. Astrônomos anunciaram que Reia --segundo maior dos 62 satélites de Saturno-- tem o gás.
Embora haja indícios claros da presença de oxigênio em outros planetas e satélites (como Europa, lua de Júpiter), a maioria dessas conclusões se baseia em observações indiretas, como as do Telescópio Espacial Hubble.
Desta vez, a sonda não tripulada Cassini, da Nasa, conseguiu de fato coletar o gás. A descoberta será publicada numa edição futura da revista "Science".
Para isso, ela sobrevoou o satélite a uma distância de apenas 97 quilômetros. Em termos espaciais, isso significa que o dispositivo "passou raspando" sobre a lua.
A quantidade de oxigênio presente em Reia, no entanto, é muito inferior à que existe na Terra.
A atmosfera detectada pela Cassini, composta de oxigênio e dióxido de carbono (CO2), é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores.
A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.
A densidade do nosso planeta, por exemplo, é de aproximadamente 5,5 g/cm3, enquanto à de Reia não passa de 1,2 g/cm3. Isso significa que o satélite é apenas um pouco mais denso do que a água, que tem 1 g/cm3.
DESABITADO
Embora a composição química de Reia seja teoricamente favorável à vida --além do oxigênio recém descoberto, ela é composta principalmente de água no estado sólido--, o cientista que comandou o trabalho afirma que essa possibilidade é remota.
"Todas as evidências da Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida de água em estado líquido, o que é necessário para a vida como a conhecemos", disse Ben Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, no Texas (EUA), em entrevista ao jornal britânico "Guardian".
Roberto Costa, professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), também duvida da existência de vida no satélite de Saturno."Essa descoberta não tem realmente nada a ver com vida. Saturno está fora do cinturão de habitabilidade. Ou seja, não tem água na fase líquida. Essas novas informações são realmente muito importantes, mas do ponto de vista do estudo da formação do Universo."
Apesar de terem detectado a atmosfera, os cientistas ainda estão desenvolvendo (muitas) hipóteses para explicar sua formação. O oxigênio parece ser formado com a "quebra" do gelo presente no satélite, devido à influência magnética de Saturno.
O dióxido de carbono também pode ter vindo do gelo, ou ainda ter sido depositado por materiais ricos em carbono que chegaram com o choque de minúsculos meteoros, entre outras possibilidades.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sonda espacial confirma "ar" com oxigênio em lua de Saturno
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Notícias
Astrônomos visualizam filamentos que ligam ilhas de galáxias
Fonte:follha.com
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DE SÃO PAULO, 29/11/2010 - 11h47 , http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/837779-astronomos-visualizam-filamentos-que-ligam-ilhas-de-galaxias.shtml
Astrônomos avistaram uma galáxia incomum que fornece detalhes sobre um banco de areia celestial que conecta duas grandes ilhas de galáxias.
Captada pelo telescópio espacial Spitzer, a imagem mostra o banco de areia --ou filamentos-- que cobrem longas distâncias entre aglomerados de galáxia e formam uma espécie de teia cósmica.
Apesar de ser imensos, os filamentos são difíceis de ver e de serem estudados em detalhes.
Dois anos atrás, o Spitzer revelou que esses filamentos, contendo estrelas em processo de formação, ligava os conglomerados de galáxias chamadas de Abell 1763 e Abell 1770.
A imagem vista pelos astrônomos reforçam essa descoberta e mostra uma galáxia que emite luz e possui um formato atípico de bumerangue. Essa galáxia curva foi identificada pelos astrônomos como a cerca de 11 milhões de anos-luz do centro de Abell 1763.
Gás quente está atingindo a galáxia errante, o que faz com que tenha a forma atual à medida que cruza o filamento, oferecendo um novo modo de medição da densidade dessa parte da teia cósmica.
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DE SÃO PAULO, 29/11/2010 - 11h47 , http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/837779-astronomos-visualizam-filamentos-que-ligam-ilhas-de-galaxias.shtml
Astrônomos avistaram uma galáxia incomum que fornece detalhes sobre um banco de areia celestial que conecta duas grandes ilhas de galáxias.
Captada pelo telescópio espacial Spitzer, a imagem mostra o banco de areia --ou filamentos-- que cobrem longas distâncias entre aglomerados de galáxia e formam uma espécie de teia cósmica.
Apesar de ser imensos, os filamentos são difíceis de ver e de serem estudados em detalhes.
Dois anos atrás, o Spitzer revelou que esses filamentos, contendo estrelas em processo de formação, ligava os conglomerados de galáxias chamadas de Abell 1763 e Abell 1770.
A imagem vista pelos astrônomos reforçam essa descoberta e mostra uma galáxia que emite luz e possui um formato atípico de bumerangue. Essa galáxia curva foi identificada pelos astrônomos como a cerca de 11 milhões de anos-luz do centro de Abell 1763.
Gás quente está atingindo a galáxia errante, o que faz com que tenha a forma atual à medida que cruza o filamento, oferecendo um novo modo de medição da densidade dessa parte da teia cósmica.
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Notícias
Grupo de físicos com brasileiros captura átomo de antimatéria
Fonte: follha.com
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DE SÃO PAULO, 18/11/2010 - 08h00, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/832381-grupo-de-fisicos-com-brasileiros-captura-atomo-de-antimateria.shtml
Esta parece saída da ficção científica. Um grupo internacional de cientistas, incluindo brasileiros, conseguiu pela primeira vez produzir e capturar átomos inteiros feitos de antimatéria. Local do feito: o Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear).
Apenas um punhado de anti-hidrogênio, é verdade, mas o suficiente para entreabrir uma porta que pode levar a resultados um bocado importantes na física.
Antimatéria parece um negócio tão estranho simplesmente porque ela não costuma existir. Por alguma razão bizarra, o Universo é todo feito de matéria convencional, feita de prótons de carga positiva e elétrons negativos.
No começo de tudo, não deve ter sido assim. Acredita-se que o Big Bang tenha criado também muita antimatéria --feita de antiprótons de carga negativa e antielétrons (ou pósitrons) de carga positiva. Mas para onde foram essas antipartículas todas?
Ocorre que, quando partículas e antipartículas se encontram, o resultado é a aniquilação completa de ambas.
Especula-se que, no Big Bang, a criação de matéria tenha sido um pouquinho maior que a de antimatéria. Com isso, as colisões teriam dado cabo de todas as antipartículas, e a "pouca" matéria remanescente é o que vemos hoje na forma de galáxias, planetas e pessoas.
Moral da história: se você quer estudar antimatéria em laboratório, tem de fabricá-la você mesmo. Mas o mais difícil, depois de obter algumas partículas, é guardá-las.
Qualquer recipiente convencional teria de ser feito de matéria, e o mero contato produziria a aniquilação total das antipartículas.
A única maneira de preservar a antimatéria é por meio de campos magnéticos. ""É o que chamamos de armadilha magnética", conta Claudio Lenz Cesar, físico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Ele e seu ex-aluno de doutorado, Daniel de Miranda Silveira, agora associado ao Laboratório de Física Atômica Riken, no Japão, foram os dois brasileiros do trabalho.
As armadilhas magnéticas são bem eficientes para conter antiprótons ou pósitrons isolados, que têm a mesma carga. Mas, quando você combina um de cada e forma um átomo de anti-hidrogênio, o conjunto é neutro --muito mais difícil de manipular por magnetismo.
A captura de antiátomos exige uma sintonia muito precisa do equipamento. De milhões de partículas que começam o experimento, apenas uma ou duas sobram.
Os resultados estão na última edição do periódico científico "Nature". A ideia, agora, é estudar os antiátomos em busca de pistas sobre propriedades fundamentais das partículas. No futuro, grandes quantidades de antimatéria também poderiam servir como supercombustível. E o grupo espera usar os antiátomos para investigar como a gravidade age sobre a antimatéria. Especula-se que essas partículas possam reagir à gravitação como uma força repulsiva, em vez de atrativa.
"Não é o que esperamos. Mas ainda falta fazer esse experimento", diz Cesar.
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DE SÃO PAULO, 18/11/2010 - 08h00, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/832381-grupo-de-fisicos-com-brasileiros-captura-atomo-de-antimateria.shtml
Esta parece saída da ficção científica. Um grupo internacional de cientistas, incluindo brasileiros, conseguiu pela primeira vez produzir e capturar átomos inteiros feitos de antimatéria. Local do feito: o Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear).
Apenas um punhado de anti-hidrogênio, é verdade, mas o suficiente para entreabrir uma porta que pode levar a resultados um bocado importantes na física.
Antimatéria parece um negócio tão estranho simplesmente porque ela não costuma existir. Por alguma razão bizarra, o Universo é todo feito de matéria convencional, feita de prótons de carga positiva e elétrons negativos.
No começo de tudo, não deve ter sido assim. Acredita-se que o Big Bang tenha criado também muita antimatéria --feita de antiprótons de carga negativa e antielétrons (ou pósitrons) de carga positiva. Mas para onde foram essas antipartículas todas?
Ocorre que, quando partículas e antipartículas se encontram, o resultado é a aniquilação completa de ambas.
Especula-se que, no Big Bang, a criação de matéria tenha sido um pouquinho maior que a de antimatéria. Com isso, as colisões teriam dado cabo de todas as antipartículas, e a "pouca" matéria remanescente é o que vemos hoje na forma de galáxias, planetas e pessoas.
Moral da história: se você quer estudar antimatéria em laboratório, tem de fabricá-la você mesmo. Mas o mais difícil, depois de obter algumas partículas, é guardá-las.
Qualquer recipiente convencional teria de ser feito de matéria, e o mero contato produziria a aniquilação total das antipartículas.
A única maneira de preservar a antimatéria é por meio de campos magnéticos. ""É o que chamamos de armadilha magnética", conta Claudio Lenz Cesar, físico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Ele e seu ex-aluno de doutorado, Daniel de Miranda Silveira, agora associado ao Laboratório de Física Atômica Riken, no Japão, foram os dois brasileiros do trabalho.
As armadilhas magnéticas são bem eficientes para conter antiprótons ou pósitrons isolados, que têm a mesma carga. Mas, quando você combina um de cada e forma um átomo de anti-hidrogênio, o conjunto é neutro --muito mais difícil de manipular por magnetismo.
A captura de antiátomos exige uma sintonia muito precisa do equipamento. De milhões de partículas que começam o experimento, apenas uma ou duas sobram.
Os resultados estão na última edição do periódico científico "Nature". A ideia, agora, é estudar os antiátomos em busca de pistas sobre propriedades fundamentais das partículas. No futuro, grandes quantidades de antimatéria também poderiam servir como supercombustível. E o grupo espera usar os antiátomos para investigar como a gravidade age sobre a antimatéria. Especula-se que essas partículas possam reagir à gravitação como uma força repulsiva, em vez de atrativa.
"Não é o que esperamos. Mas ainda falta fazer esse experimento", diz Cesar.
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Notícias
Cientistas observam atmosfera de Super-Terra
Fonte: folha.com
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, 01/12/2010 - 16h12, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839123-cientistas-observam-atmosfera-de-super-terra.shtml
Pela primeira vez na história, um grupo de astrônomos conseguiu colher informações sobre a atmosfera de um planeta fora do Sistema Solar que entra na categoria das chamadas Super-Terras. É o mais perto que conseguimos chegar até agora de analisar o ar de um análogo de nosso próprio mundo.
Astros dessa classe não têm correspondente nas redondezas do Sol. Por aqui, há basicamente dois tipos de planeta: os rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Os primeiros são pequeninos, e os segundos, enormes.
Já as Super-Terras parecem estar no meio do caminho entre uma categoria e outra, com massa duas a dez vezes a terrestre. Mas como nunca vimos nada sequer parecido na vizinhança, é difícil dizer como de fato são esses mundos --e se podem ser habitados.
Um passo importante para tentar determinar isso é analisar a atmosfera desses planetas. Isso se torna possível quando eles estão alinhados de tal modo que periodicamente passam à frente de suas estrelas. Nessas ocasiões, parte da luz emanada dela passa de raspão pela camada de ar que recobre aquele mundo e chega até nós carregando uma "assinatura" do que encontrou pelo caminho.
SER OU NÃO SER
As observações colhidas pelo grupo de Jacob Bean, do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, em Cambridge, Estados Unidos, se referem ao planeta catalogado como GJ 1214b. Ele orbita uma anã vermelha (estrela menor que o Sol) a cerca de 42 anos-luz, e completa uma volta a cada dia e meio terrestre.
Dada a proximidade com sua estrela, é quase certo que seja quente demais para ser habitável. Mas, fora isso, ninguém se arrisca a dar um palpite. Há quem sugira que se trata de um planeta-água que se formou nas regiões mais externas do sistema e migrou para mais perto de seu sol mais tarde (tornando-se algo como um "planeta-vapor"). Outros dizem que ele deve ser uma versão miniaturizada de Urano e Netuno, com densa atmosfera composta por hidrogênio.
Bean e seus colegas fizeram duas sessões de observação com o VLT, maior telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, e concluíram... bem, eles não concluíram o que esse mundo deve ser. Mas conseguiram determinar o que ele não é.
É certo que a atmosfera de GJ 1214b não pode possuir grandes quantidades de hidrogênio e ao mesmo tempo ser livre de nuvens.
MODELOS
Pouco hidrogênio pareceria descartar a ideia de que se trata de um Netuno miniatura. Mas não é bem assim. "O planeta ainda poderia ser um mini-Netuno com uma densa camada de nuvens na porção superior de sua atmosfera", disse à Folha Jacob Bean.
Não é a hipótese mais provável, pelo simples fato de que ninguém até hoje criou um modelo de como poderia haver um planeta desse tipo, com essa densa camada de nuvens e o hidrogênio oculto sob si, indetectável. "Mas não podemos descartá-la", completa Bean.
Uma explicação mais plausível no momento seria a de uma atmosfera dominada por vapor d'água. Ela é bastante compatível com as observações, mas também não dá para dizer que é isso. Faltam dados conclusivos.
Resumo da ópera: ainda sabemos muito pouco sobre esse mundo em particular e menos ainda sobre Super-Terras em geral. Mas isso pode mudar rapidamente.
"Observações do GJ 1214b já foram agendadas para o Telescópio Espacial Hubble", aponta Drake Deming, do Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa, que comentou o estudo na última edição do periódico "Nature", a mesma em que ele foi publicado. O pesquisador acredita que os resultados poderão dar mais pistas sobre se estamos falando de uma atmosfera com uma densa camada de nuvens ou não.
E as coisas vão ficar ainda melhores, segundo ele, quando o Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Hubble, estiver no espaço. Ele será capaz de determinar com muito mais precisão a composição do ar desse mundo. O duro é esperar; a Nasa estima que seu lançamento ocorra em 2015.
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, 01/12/2010 - 16h12, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839123-cientistas-observam-atmosfera-de-super-terra.shtml
Pela primeira vez na história, um grupo de astrônomos conseguiu colher informações sobre a atmosfera de um planeta fora do Sistema Solar que entra na categoria das chamadas Super-Terras. É o mais perto que conseguimos chegar até agora de analisar o ar de um análogo de nosso próprio mundo.
Astros dessa classe não têm correspondente nas redondezas do Sol. Por aqui, há basicamente dois tipos de planeta: os rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Os primeiros são pequeninos, e os segundos, enormes.
Já as Super-Terras parecem estar no meio do caminho entre uma categoria e outra, com massa duas a dez vezes a terrestre. Mas como nunca vimos nada sequer parecido na vizinhança, é difícil dizer como de fato são esses mundos --e se podem ser habitados.
Um passo importante para tentar determinar isso é analisar a atmosfera desses planetas. Isso se torna possível quando eles estão alinhados de tal modo que periodicamente passam à frente de suas estrelas. Nessas ocasiões, parte da luz emanada dela passa de raspão pela camada de ar que recobre aquele mundo e chega até nós carregando uma "assinatura" do que encontrou pelo caminho.
SER OU NÃO SER
As observações colhidas pelo grupo de Jacob Bean, do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, em Cambridge, Estados Unidos, se referem ao planeta catalogado como GJ 1214b. Ele orbita uma anã vermelha (estrela menor que o Sol) a cerca de 42 anos-luz, e completa uma volta a cada dia e meio terrestre.
Dada a proximidade com sua estrela, é quase certo que seja quente demais para ser habitável. Mas, fora isso, ninguém se arrisca a dar um palpite. Há quem sugira que se trata de um planeta-água que se formou nas regiões mais externas do sistema e migrou para mais perto de seu sol mais tarde (tornando-se algo como um "planeta-vapor"). Outros dizem que ele deve ser uma versão miniaturizada de Urano e Netuno, com densa atmosfera composta por hidrogênio.
Bean e seus colegas fizeram duas sessões de observação com o VLT, maior telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, e concluíram... bem, eles não concluíram o que esse mundo deve ser. Mas conseguiram determinar o que ele não é.
É certo que a atmosfera de GJ 1214b não pode possuir grandes quantidades de hidrogênio e ao mesmo tempo ser livre de nuvens.
MODELOS
Pouco hidrogênio pareceria descartar a ideia de que se trata de um Netuno miniatura. Mas não é bem assim. "O planeta ainda poderia ser um mini-Netuno com uma densa camada de nuvens na porção superior de sua atmosfera", disse à Folha Jacob Bean.
Não é a hipótese mais provável, pelo simples fato de que ninguém até hoje criou um modelo de como poderia haver um planeta desse tipo, com essa densa camada de nuvens e o hidrogênio oculto sob si, indetectável. "Mas não podemos descartá-la", completa Bean.
Uma explicação mais plausível no momento seria a de uma atmosfera dominada por vapor d'água. Ela é bastante compatível com as observações, mas também não dá para dizer que é isso. Faltam dados conclusivos.
Resumo da ópera: ainda sabemos muito pouco sobre esse mundo em particular e menos ainda sobre Super-Terras em geral. Mas isso pode mudar rapidamente.
"Observações do GJ 1214b já foram agendadas para o Telescópio Espacial Hubble", aponta Drake Deming, do Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa, que comentou o estudo na última edição do periódico "Nature", a mesma em que ele foi publicado. O pesquisador acredita que os resultados poderão dar mais pistas sobre se estamos falando de uma atmosfera com uma densa camada de nuvens ou não.
E as coisas vão ficar ainda melhores, segundo ele, quando o Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Hubble, estiver no espaço. Ele será capaz de determinar com muito mais precisão a composição do ar desse mundo. O duro é esperar; a Nasa estima que seu lançamento ocorra em 2015.
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Notícias
Morre Samuel Cohen, inventor da bomba de nêutrons
Morre Samuel Cohen, inventor da bomba de nêutrons
Fonte: folha.com
03/12/2010 - 09h39, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/840178-morre-samuel-cohen-inventor-da-bomba-de-neutrons.shtml
Samuel T. Cohen, inventor da bomba de nêutrons, transformada em uma arma capaz de matar pessoas e deixar edifícios intactos, faleceu aos 89 anos, informou seu filho.
Cohen morreu no último domingo enquanto dormia, indicou o filho, Paul, à agência de notícias AFP.
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Samuel Cohen defendeu sua bomba até o fim. O artefato foi fabricado depois de receber o aval do presidente americano Ronald Reagan durante a Guerra Fria e, em seguida, desmontada. A bomba de nêutrons, uma variante da bomba atômica, "é a arma mais sã e moral" que há, costumava afirmar.
"É a única arma nuclear da história que faz sentido", diza ele. "Quando a guerra termina, o mundo continua intacto", disse Cohen ao jornal "The New York Times" pouco antes de morrer.
A bomba emite partículas diminutas que atravessam muros, blindagens e outras barreiras físicas e destroem as células, matando rapidamente os seres vivos.
Fonte: folha.com
03/12/2010 - 09h39, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/840178-morre-samuel-cohen-inventor-da-bomba-de-neutrons.shtml
Samuel T. Cohen, inventor da bomba de nêutrons, transformada em uma arma capaz de matar pessoas e deixar edifícios intactos, faleceu aos 89 anos, informou seu filho.
Cohen morreu no último domingo enquanto dormia, indicou o filho, Paul, à agência de notícias AFP.
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Samuel Cohen defendeu sua bomba até o fim. O artefato foi fabricado depois de receber o aval do presidente americano Ronald Reagan durante a Guerra Fria e, em seguida, desmontada. A bomba de nêutrons, uma variante da bomba atômica, "é a arma mais sã e moral" que há, costumava afirmar.
"É a única arma nuclear da história que faz sentido", diza ele. "Quando a guerra termina, o mundo continua intacto", disse Cohen ao jornal "The New York Times" pouco antes de morrer.
A bomba emite partículas diminutas que atravessam muros, blindagens e outras barreiras físicas e destroem as células, matando rapidamente os seres vivos.
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Notícias
Fase inicial de pesquisa sobre o Big Bang pode ser estendida
Fonte: folha.com
03/12/2010 - 15h59, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/840339-fase-inicial-de-pesquisa-sobre-o-big-bang-pode-ser-estendida.shtml
Novos dados sobre as origens do Universo estão sendo lançados com tanta rapidez que os físicos talvez estendam a fase inicial atual do projeto Big Bang até o fim de 2012, afirmaram os diretores do centro de pesquisas Cern.
A extensão, a ser decidida no final de janeiro, poderá levar a uma descoberta precoce sobre o mistorioso bóson de Higgs, que se acredita tenha transformado a massa amorfa de partículas em matéria sólida no nascimento do cosmos.
"Há uma grande janela para novas descobertas se abrindo e queremos garantir que a oportunidade desses últimos meses seja mantida," disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, supervisor dos experimentos no Grande Colisor de Hádrons (LHC).
"Este ano confirmamos tudo o que pensávamos que sabíamos sobre o universo físico e agora estamos nos movendo para um território novo," acrescentou o diretor de pesquisas do centro, Sergio Bertolucci. "Estamos nos voltando para os desconhecidos sabidos e também para coisas sobre as quais talvez nem tenhamos pensado."
Heuer e Bertolucci falaram enquanto os engenheiros do Cern começavam a desligar o LHC e seu enorme detector de magnetos --que fazem as partículas colidirem à velocidade da luz e formam o maior projeto científico do mundo. A máquina gigante e subterrânea ficará desligada até fevereiro para ajustes finos durante o inverno.
Os especialistas do Cern relataram na quinta-feira a um auditório lotado de pesquisadores --jovens, em sua maioria-- a recriação de um "plasma quark-glúon" que se acredita ter sido a totalidade do cosmos uma fração de segundo depois do Big Bang, há 13,7 bilhões de anos.
Pela primeira vez, a atividade das duas partículas elementares dentro do plasma foi rastreada e um fenômeno chamado "atenuação de jatos" observado, dando pistas sobre como a matéria se transformou nas estrelas, nos planetas e, por fim, na vida na Terra.
Os resultados foram obtidos após apenas alguns dias de colisão de íons no LHC a energias ultraelevadas produzindo temperaturas por vezes 500 mil vezes mais altas do que o núcleo do Sol.
03/12/2010 - 15h59, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/840339-fase-inicial-de-pesquisa-sobre-o-big-bang-pode-ser-estendida.shtml
Novos dados sobre as origens do Universo estão sendo lançados com tanta rapidez que os físicos talvez estendam a fase inicial atual do projeto Big Bang até o fim de 2012, afirmaram os diretores do centro de pesquisas Cern.
A extensão, a ser decidida no final de janeiro, poderá levar a uma descoberta precoce sobre o mistorioso bóson de Higgs, que se acredita tenha transformado a massa amorfa de partículas em matéria sólida no nascimento do cosmos.
"Há uma grande janela para novas descobertas se abrindo e queremos garantir que a oportunidade desses últimos meses seja mantida," disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, supervisor dos experimentos no Grande Colisor de Hádrons (LHC).
"Este ano confirmamos tudo o que pensávamos que sabíamos sobre o universo físico e agora estamos nos movendo para um território novo," acrescentou o diretor de pesquisas do centro, Sergio Bertolucci. "Estamos nos voltando para os desconhecidos sabidos e também para coisas sobre as quais talvez nem tenhamos pensado."
Heuer e Bertolucci falaram enquanto os engenheiros do Cern começavam a desligar o LHC e seu enorme detector de magnetos --que fazem as partículas colidirem à velocidade da luz e formam o maior projeto científico do mundo. A máquina gigante e subterrânea ficará desligada até fevereiro para ajustes finos durante o inverno.
Os especialistas do Cern relataram na quinta-feira a um auditório lotado de pesquisadores --jovens, em sua maioria-- a recriação de um "plasma quark-glúon" que se acredita ter sido a totalidade do cosmos uma fração de segundo depois do Big Bang, há 13,7 bilhões de anos.
Pela primeira vez, a atividade das duas partículas elementares dentro do plasma foi rastreada e um fenômeno chamado "atenuação de jatos" observado, dando pistas sobre como a matéria se transformou nas estrelas, nos planetas e, por fim, na vida na Terra.
Os resultados foram obtidos após apenas alguns dias de colisão de íons no LHC a energias ultraelevadas produzindo temperaturas por vezes 500 mil vezes mais altas do que o núcleo do Sol.
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Faltam provas para evidências extraterrestres
Fonte:folha.com
DA ASSOCIATED PRESS,08/12/2010 - 10h00, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/842475-faltam-provas-para-indicios-extraterrestres-encontrados-diariamente-diz-meio-cientifico.shtml
Um punhado de novas descobertas parece indicar que não estamos sozinhos e há vida em outro lugar do Universo.
Recentemente, os cientistas relataram que há três vezes mais estrelas do que se pensava antes. Outro grupo de pesquisadores descobriu uma bactéria que pode viver com arsênio --o que amplia a compreensão de como a vida prospera em ambientes considerados difíceis. Neste ano, astrônomos disseram pela primeira vez que haviam encontrado um planeta potencialmente habitável.
"A evidência está ficando cada vez mais forte", diz o diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa (agência espacial dos EUA), Carol Pilcher, que estuda as origens, a evolução e as possibilidades de vida no Universo. "Acho que todos que olham para isso vão dizer 'tem que ter vida lá fora'."
Além de Marte (foto), cientistas acreditam que vida pode ser encontrada na lua de Júpiter e em luas de Saturno
Contudo, se a maior parte dos estudos é relativamente nova, os cientistas ainda debatem sobre a solidez dessa conclusão. Outra razão para apaziguar os ânimos é que a busca por vida começa em proporções pequenas, praticamente microscópicas, e se abre para um cenário maior e mais complexo. Ou seja, os primeiros sinais de vida em outros lugares podem estar mais próximos de um singelo fungo do que propriamente de um ET.
CRENÇA CIENTÍFICA
O achado da bactéria, divulgado na semana passada, ampliou a definição do que é vida e, segundo dez cientistas entrevistados pela agência de notícias Associated Press, todos concordam que a probabilidade de vida extraterrestre é maior do que nunca.
Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto Seti, na Califórnia (EUA), comenta que, dadas as evidências, acreditar que a Terra é o único local a abrigar vida é como crer em milagres. "E astrônomos não têm a tendência de acreditar neles", diz.
Os astrônomos aceitam provas, mas não há ainda uma concreta. Não há alienígenas verdes ou mesmo uma bactéria que os cientistas possam apontar e dizer que está viva e tem origem alienígena.
De acordo com cientistas, se a vida vai ser encontrada, Marte é um candidato mais provável --exatamente em seu subsolo, onde há água. Outras possibilidades incluem a lua de Júpiter, Europa, e as luas de Saturno, Encélado e Titã.
DA ASSOCIATED PRESS,08/12/2010 - 10h00, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/842475-faltam-provas-para-indicios-extraterrestres-encontrados-diariamente-diz-meio-cientifico.shtml
Um punhado de novas descobertas parece indicar que não estamos sozinhos e há vida em outro lugar do Universo.
Recentemente, os cientistas relataram que há três vezes mais estrelas do que se pensava antes. Outro grupo de pesquisadores descobriu uma bactéria que pode viver com arsênio --o que amplia a compreensão de como a vida prospera em ambientes considerados difíceis. Neste ano, astrônomos disseram pela primeira vez que haviam encontrado um planeta potencialmente habitável.
"A evidência está ficando cada vez mais forte", diz o diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa (agência espacial dos EUA), Carol Pilcher, que estuda as origens, a evolução e as possibilidades de vida no Universo. "Acho que todos que olham para isso vão dizer 'tem que ter vida lá fora'."
Além de Marte (foto), cientistas acreditam que vida pode ser encontrada na lua de Júpiter e em luas de Saturno
Contudo, se a maior parte dos estudos é relativamente nova, os cientistas ainda debatem sobre a solidez dessa conclusão. Outra razão para apaziguar os ânimos é que a busca por vida começa em proporções pequenas, praticamente microscópicas, e se abre para um cenário maior e mais complexo. Ou seja, os primeiros sinais de vida em outros lugares podem estar mais próximos de um singelo fungo do que propriamente de um ET.
CRENÇA CIENTÍFICA
O achado da bactéria, divulgado na semana passada, ampliou a definição do que é vida e, segundo dez cientistas entrevistados pela agência de notícias Associated Press, todos concordam que a probabilidade de vida extraterrestre é maior do que nunca.
Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto Seti, na Califórnia (EUA), comenta que, dadas as evidências, acreditar que a Terra é o único local a abrigar vida é como crer em milagres. "E astrônomos não têm a tendência de acreditar neles", diz.
Os astrônomos aceitam provas, mas não há ainda uma concreta. Não há alienígenas verdes ou mesmo uma bactéria que os cientistas possam apontar e dizer que está viva e tem origem alienígena.
De acordo com cientistas, se a vida vai ser encontrada, Marte é um candidato mais provável --exatamente em seu subsolo, onde há água. Outras possibilidades incluem a lua de Júpiter, Europa, e as luas de Saturno, Encélado e Titã.
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Notícias
Tempestade cria enorme filamento no Sol
Fonte:folha.com
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, 07/12/2010 - 15h05, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/842021-tempestade-cria-enorme-filamento-no-sol.shtml
Uma tempestade solar, que começou no domingo, criou uma enorme massa de plasma que se estende por todo o resto da estrela.
Com uma extensão de aproximadamente 700 mil quilômetros, quase o dobro da distância entre a Terra e a Lua, o megafilamento cruzou a região sul do Sol, segundo um site que monitora tempestades solares e eventos celestes.
A agência espacial norte-americana Nasa divulgou nesta semana a imagem do filamento.
"A estrutura maciça é um alvo fácil para ser visto de telescópios amadores", lembra o site. Para isso, os observadores não podem olhar diretamente para o Sol ou pelo telescópio, já que o ato provoca pode prejudicar a visão --há necessidade de equipamento para filtros e óculos especiais.
Como outros fenômenos do gênero, o filamento não deve durar muito tempo. "Até agora, a estrutura maciça paira quieta acima da superfície solar, mas agora mostra sinais de instabilidade", comentou um repórter do site.
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, 07/12/2010 - 15h05, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/842021-tempestade-cria-enorme-filamento-no-sol.shtml
Uma tempestade solar, que começou no domingo, criou uma enorme massa de plasma que se estende por todo o resto da estrela.
Com uma extensão de aproximadamente 700 mil quilômetros, quase o dobro da distância entre a Terra e a Lua, o megafilamento cruzou a região sul do Sol, segundo um site que monitora tempestades solares e eventos celestes.
A agência espacial norte-americana Nasa divulgou nesta semana a imagem do filamento.
"A estrutura maciça é um alvo fácil para ser visto de telescópios amadores", lembra o site. Para isso, os observadores não podem olhar diretamente para o Sol ou pelo telescópio, já que o ato provoca pode prejudicar a visão --há necessidade de equipamento para filtros e óculos especiais.
Como outros fenômenos do gênero, o filamento não deve durar muito tempo. "Até agora, a estrutura maciça paira quieta acima da superfície solar, mas agora mostra sinais de instabilidade", comentou um repórter do site.
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Pesquisas com condutor de grafeno garantem Nobel de Física para dupla de cientistas
Fonte: folha.com
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, 05/10/2010 - 08h17, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/809861-pesquisas-com-condutor-de-grafeno-garantem-nobel-de-fisica-para-dupla-de-cientistas.shtml
Os pesquisadores Andre Geim e Konstantin Novoselov venceram o Prêmio Nobel de Física por suas descobertas sobre o material bidimensional grafeno, aplicáveis à física quântica, indicou nesta terça-feira a Real Academia das Ciências da Suécia.
Britânico ganha Nobel de Medicina por fertilização in vitro
Primeira bebê de proveta está encantada com Nobel para Robert Edwards
Fertilização in vitro se tornou procedimento de rotina
Vaticano critica Nobel de Medicina para pioneiro dos bebês de proveta
Geim, 51, e Novoselov, 36, receberão o prêmio por suas experiências com este novo material, que permite avanços decisivos na física quântica.
Suas pesquisas alcançaram importantes aplicações práticas para o grafeno, ligadas à criação de novos materiais e a manufatura eletrônica, como explicou a Academia.
Os russos Andre Geim e Konstantin Novoselov pesquisaram material que permite avanços na física quântica
Os analistas consideram que os transistores de grafeno serão substancialmente mais rápidos do que os de silício empregados na atualidade na maior parte dos aparelhos eletrônicos, com o qual será possível fabricar computadores mais eficientes.
O grafeno é uma estrutura laminar plana, de um átomo de grossura, composta por átomos de carbono densamente agrupados em uma rede cristalina no formato de favos feitos pelas abelhas.
Este novo material se caracteriza por uma alta condutividade térmica e elétrica e por combinar uma alta elasticidade e rapidez com uma extrema dureza, o que o situa como o material mais resistente do mundo.
Além disso, pode reagir quimicamente com outros elementos e compostos químicos, o que transforma o grafeno em um material com um grande potencial de desenvolvimento.
HISTÓRICO
Geim, nascido em Sochi, Rússia, em 1958 e naturalizado holandês, fez doutorado em Ciências Físicas em 1987 na Academia de Ciências de Chernogolovka e atualmente atua na Universidade de Manchester, no Reino Unido.
Novoselov nasceu em 1974 em Nizhny Tagil, na Rússia, tem dupla nacionalidade britânico-russa, foi professor na Universidade de Nijmegen (Holanda) e é catedrático na Universidade de Manchester, como Geim.
O Nobel de Física inclui prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,1 milhão de euros) e será entregue em 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte do fundador dos prêmios, Alfred Nobel.
O anúncio do Nobel de Física segue o correspondente ao da Medicina, que será entregue ao pesquisador britânico Robert G. Edwards por seus estudos sobre a fecundação in vitro.
A rodada dos anúncios destes prestigiosos prêmios continuará nesta quarta (6) com o de Química. Na quinta (7), será divulgado o de Literatura, na sexta (
o da Paz e finalmente, na segunda-feira (11), o de Economia.
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, 05/10/2010 - 08h17, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/809861-pesquisas-com-condutor-de-grafeno-garantem-nobel-de-fisica-para-dupla-de-cientistas.shtml
Os pesquisadores Andre Geim e Konstantin Novoselov venceram o Prêmio Nobel de Física por suas descobertas sobre o material bidimensional grafeno, aplicáveis à física quântica, indicou nesta terça-feira a Real Academia das Ciências da Suécia.
Britânico ganha Nobel de Medicina por fertilização in vitro
Primeira bebê de proveta está encantada com Nobel para Robert Edwards
Fertilização in vitro se tornou procedimento de rotina
Vaticano critica Nobel de Medicina para pioneiro dos bebês de proveta
Geim, 51, e Novoselov, 36, receberão o prêmio por suas experiências com este novo material, que permite avanços decisivos na física quântica.
Suas pesquisas alcançaram importantes aplicações práticas para o grafeno, ligadas à criação de novos materiais e a manufatura eletrônica, como explicou a Academia.
Os russos Andre Geim e Konstantin Novoselov pesquisaram material que permite avanços na física quântica
Os analistas consideram que os transistores de grafeno serão substancialmente mais rápidos do que os de silício empregados na atualidade na maior parte dos aparelhos eletrônicos, com o qual será possível fabricar computadores mais eficientes.
O grafeno é uma estrutura laminar plana, de um átomo de grossura, composta por átomos de carbono densamente agrupados em uma rede cristalina no formato de favos feitos pelas abelhas.
Este novo material se caracteriza por uma alta condutividade térmica e elétrica e por combinar uma alta elasticidade e rapidez com uma extrema dureza, o que o situa como o material mais resistente do mundo.
Além disso, pode reagir quimicamente com outros elementos e compostos químicos, o que transforma o grafeno em um material com um grande potencial de desenvolvimento.
HISTÓRICO
Geim, nascido em Sochi, Rússia, em 1958 e naturalizado holandês, fez doutorado em Ciências Físicas em 1987 na Academia de Ciências de Chernogolovka e atualmente atua na Universidade de Manchester, no Reino Unido.
Novoselov nasceu em 1974 em Nizhny Tagil, na Rússia, tem dupla nacionalidade britânico-russa, foi professor na Universidade de Nijmegen (Holanda) e é catedrático na Universidade de Manchester, como Geim.
O Nobel de Física inclui prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,1 milhão de euros) e será entregue em 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte do fundador dos prêmios, Alfred Nobel.
O anúncio do Nobel de Física segue o correspondente ao da Medicina, que será entregue ao pesquisador britânico Robert G. Edwards por seus estudos sobre a fecundação in vitro.
A rodada dos anúncios destes prestigiosos prêmios continuará nesta quarta (6) com o de Química. Na quinta (7), será divulgado o de Literatura, na sexta (
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Nobel exige humor, criatividade e paciência de cientistas, dizem premiados
Fonte:folha.com
DA ASSOCIATED PRESS, 07/12/2010 - 11h54, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/841931-nobel-exige-humor-criatividade-e-paciencia-de-cientistas-dizem-premiados.shtml
Uma dose de criatividade, humor e paciência, combinada a uma pequena aspiração a ganhar o Nobel, é a essência para receber esse prestigioso reconhecimento mundial, dizem os cientistas premiados neste ano.
Segundo o professor de origem russa Konstantin Novoselov, que divide o Nobel de Física com Andre Geim pelo condutor de grafeno, o desejo de receber o prêmio pode, muitas vezes, até prejudicar o desenvolvimento do trabalho científico.
Holandês de origem russa André Geim e o russo-britânico Konstantin Novoselov, que ganharam Nobel de Física deste ano
Já Geim diz que ajuda não se levar muito a sério. Em 2000, ele recebeu o prêmio alternativo Ig Nobel, que escolhe pesquisas inusitadas ou engraçadas, por levitar sapos.
O Nobel de Economia deste ano, Dale Mortensen, salienta os momentos "eureca", mas lembra que as ideias geniosas podem levar décadas para surgir.
Os comentários dos três estudiosos ocorreram nesta terça-feira, um pouco antes da cerimônia de entrega do Nobel, marcada para o próximo dia 10.
O britânico Robert G. Edwards, "pai" do primeiro bebê de proveta e Nobel de Medicina, não participará do evento por estar doente.
Na entrega na cidade de Estocolmo, serão nove os agraciados. Na de Olso, apenas o Nobel da Paz, o dissidente chinês Liu Xiaobo --China e outros 18 países não estarão presentes.
DA ASSOCIATED PRESS, 07/12/2010 - 11h54, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/841931-nobel-exige-humor-criatividade-e-paciencia-de-cientistas-dizem-premiados.shtml
Uma dose de criatividade, humor e paciência, combinada a uma pequena aspiração a ganhar o Nobel, é a essência para receber esse prestigioso reconhecimento mundial, dizem os cientistas premiados neste ano.
Segundo o professor de origem russa Konstantin Novoselov, que divide o Nobel de Física com Andre Geim pelo condutor de grafeno, o desejo de receber o prêmio pode, muitas vezes, até prejudicar o desenvolvimento do trabalho científico.
Holandês de origem russa André Geim e o russo-britânico Konstantin Novoselov, que ganharam Nobel de Física deste ano
Já Geim diz que ajuda não se levar muito a sério. Em 2000, ele recebeu o prêmio alternativo Ig Nobel, que escolhe pesquisas inusitadas ou engraçadas, por levitar sapos.
O Nobel de Economia deste ano, Dale Mortensen, salienta os momentos "eureca", mas lembra que as ideias geniosas podem levar décadas para surgir.
Os comentários dos três estudiosos ocorreram nesta terça-feira, um pouco antes da cerimônia de entrega do Nobel, marcada para o próximo dia 10.
O britânico Robert G. Edwards, "pai" do primeiro bebê de proveta e Nobel de Medicina, não participará do evento por estar doente.
Na entrega na cidade de Estocolmo, serão nove os agraciados. Na de Olso, apenas o Nobel da Paz, o dissidente chinês Liu Xiaobo --China e outros 18 países não estarão presentes.
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Revista "Science" mostra a física e matemática das animações
Fonte: folha
27/12/2010 - 09h08
GIULIANA MIRANDA DE SÃO PAULO, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/851194-revista-science-mostra-a-fisica-e-matematica-das-animacoes.shtml
Mesmo repletos de animais falantes, princesas e criaturas fantásticas, os filmes de animação não são coisa de criança. Produções como as da Pixar e da DreamWorks são um laboratório para estudos avançados de física e matemática.
A aparência realística dos personagens --especialmente agora, com a popularização das produções em 3D-- depende de um emaranhado de funções e equações.
Uma matéria publicada na última edição da revista "Science" revelou como a física e a matemática estão relacionadas ao salto de qualidade das animações.
Um dos exemplos mais perceptíveis são as roupas dos personagens, que, nos últimos tempos, ganharam movimentos complexos.
Graças ao trabalho de um grupo de físicos computacionais, os modelitos usados por Shrek e companhia comportam-se quase como se fossem feitos de tecido de verdade: amassam, ficam molhados, desfiam e muito mais.
Para chegar a esse resultado, um dos métodos considerados mais realísticos pelos especialistas faz uma simulação completa de cada nó, de cada torção no fio de tecido, e traduz tudo em movimento.
A técnica, no entanto, tem um problema: ainda não consegue ser suficientemente fiel à realidade quando se trata de tecidos mais grossos.
Esse problema é corrigido com uma equação que permite a formação de algo como microburacos em pontos estratégicos da roupa.
Embora o campo tenha avançado muito, a criação de ambientes realísticos envolvendo água e outros líquidos ainda é um desafio. Especialmente quando elementos com características físicas e tamanhos muito diferentes estão juntos em uma mesma cena: como um navio (rígido) deslizando sobre um mar agitado.
A busca por uma solução para o problema tem movido físicos especialistas em computação gráfica e, principalmente, os próprios estúdios que fazem as animações.
Mas a precisão matemática não é suficiente nas animações. Roteiro e ambientação também entram na equação que determinam o sucesso das produções.
27/12/2010 - 09h08
GIULIANA MIRANDA DE SÃO PAULO, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/851194-revista-science-mostra-a-fisica-e-matematica-das-animacoes.shtml
Mesmo repletos de animais falantes, princesas e criaturas fantásticas, os filmes de animação não são coisa de criança. Produções como as da Pixar e da DreamWorks são um laboratório para estudos avançados de física e matemática.
A aparência realística dos personagens --especialmente agora, com a popularização das produções em 3D-- depende de um emaranhado de funções e equações.
Uma matéria publicada na última edição da revista "Science" revelou como a física e a matemática estão relacionadas ao salto de qualidade das animações.
Um dos exemplos mais perceptíveis são as roupas dos personagens, que, nos últimos tempos, ganharam movimentos complexos.
Graças ao trabalho de um grupo de físicos computacionais, os modelitos usados por Shrek e companhia comportam-se quase como se fossem feitos de tecido de verdade: amassam, ficam molhados, desfiam e muito mais.
Para chegar a esse resultado, um dos métodos considerados mais realísticos pelos especialistas faz uma simulação completa de cada nó, de cada torção no fio de tecido, e traduz tudo em movimento.
A técnica, no entanto, tem um problema: ainda não consegue ser suficientemente fiel à realidade quando se trata de tecidos mais grossos.
Esse problema é corrigido com uma equação que permite a formação de algo como microburacos em pontos estratégicos da roupa.
Embora o campo tenha avançado muito, a criação de ambientes realísticos envolvendo água e outros líquidos ainda é um desafio. Especialmente quando elementos com características físicas e tamanhos muito diferentes estão juntos em uma mesma cena: como um navio (rígido) deslizando sobre um mar agitado.
A busca por uma solução para o problema tem movido físicos especialistas em computação gráfica e, principalmente, os próprios estúdios que fazem as animações.
Mas a precisão matemática não é suficiente nas animações. Roteiro e ambientação também entram na equação que determinam o sucesso das produções.
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Cientistas vão simular condições de Marte no deserto do Atacama
Fonte: folha
27/12/2010 - 09h51
Publicidade dA EFE, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/851213-cientistas-vao-simular-condicoes-de-marte-no-deserto-do-atacama.shtml
Cientistas chilenos e de outros países vão construir uma base espacial no deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.
A informação divulgada no domingo pelo jornal "El Mercurio" destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.
A base será construída em Chajnantor, situado a 5.150 metros de altura e cerca de 1.650 quilômetros ao nordeste de Santiago.
No local, o Observatório Europeu do Sul Austral (ESO, na sigla em inglês) constroi junto a seus parceiros internacionais o Alma (Atacama Large Millimeter Array), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.
Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.
Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules. Lá, serão estudados micro-organismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.
Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto Seti, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.
27/12/2010 - 09h51
Publicidade dA EFE, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/851213-cientistas-vao-simular-condicoes-de-marte-no-deserto-do-atacama.shtml
Cientistas chilenos e de outros países vão construir uma base espacial no deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.
A informação divulgada no domingo pelo jornal "El Mercurio" destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.
A base será construída em Chajnantor, situado a 5.150 metros de altura e cerca de 1.650 quilômetros ao nordeste de Santiago.
No local, o Observatório Europeu do Sul Austral (ESO, na sigla em inglês) constroi junto a seus parceiros internacionais o Alma (Atacama Large Millimeter Array), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.
Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.
Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules. Lá, serão estudados micro-organismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.
Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto Seti, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.
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Cientistas voltam as atenções para a atividade solar em 2011
Fonte: folha.com
DA FRANCE PRESSE, 29/12/2010 - 14h47, http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/852352-cientistas-voltam-as-atencoes-para-a-atividade-solar-em-2011.shtml
O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência.
Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.
Mas após dois séculos de observação das manchas solares --marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas-- revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.
Nasa
Ano de 2011 será marcante para o clima no espaço; o Sol passará de fase de baixa atividade para outra de turbulência
Ano de 2011 será marcante para o clima no espaço; o Sol passará de fase de baixa atividade para outra de turbulência
O último começou em 1996 e, por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.
Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmam especialistas.
"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa. "[Mas há um período prolongado de alta atividade], mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.
Em seu período mais intenso, o Sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).
Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral --as famosas luzes do Norte e do Sul.
Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.
Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são as erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.
Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20 mil quilômetros.
Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de cinco meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou US$ 50 milhões.
Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.
"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou.
Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de dez minutos.
Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.
Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.
Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.
Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.
Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas.
"Há muito o que desconhecemos sobre o Sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.
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